segunda-feira, 14 de março de 2011

Vou cuidar da minha saúde, porque da minha vida já cuida muita gente


Escolhi esta imagem para representar o que eu considero um dos atos mais destrutivos do ser humano. Mas, afinal, o que é uma fofoca? Como ela começa? Onde ela termina? Quantas vidas podem ser afetadas por um comentário malediscente?
Procurei na Wikipedia, e encontrei que “ a fofoca consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia”. Também encontrei outro dado curioso: ”Embora associado a um hábito feminino, estatisticamente os homens são mais fofoqueiros…”. Uma pesquisa científica de Londres. Alguém duvida? hehehehehehehe
Não acho que a fofoca sempre inventa. Mas ela, invariavelmente, aumenta. E sempre aumenta pro lado errado. Tudo fica mais sujo, mais baixo, mais sorrateiro, pior para as pessoas envolvidas. Um relacionamento não acontece por amor, mas por interesse, por dinheiro. Uma separação não acontece por divergência de caráter, de valores. Acontece por traição, sordidez, e de formas compatíveis a enredos de Nelson Rodrigues e Manuel Carlos. Luxúria, droga, personalidades duplas, coisas escondidas… Ai, suspiram de exaltação os corações ansiosos pelo alimento da maldade, da frieza dos corações vazios.
O que motiva a fofoca? É a inveja? Ou é a auto-afirmação de uma pessoa frustrada, feliz por ver a dor de quem só está tentando viver a própria vida? Falar da vida de alguém que não lhe diz respeito pode, de alguma forma, engrandecer o ser humano? Levar adiante a dor do próximo pode ajudá-lo a ser uma pessoa melhor?
Cheguei à conclusão que não. Na minha opinião, sobram apenas mais dor e tristeza disso tudo… E enganam-se os que pensam que a dor é das “vítimas” dos comentários baixos, feitos na surdina. Estes, se bem resolvidos, vão tocando suas vidas, sabendo que só a eles importa qual é a verdade. O vazio fica pra quem fuça, procura a desgraça e o sofrimento, alimenta-se dos tombos dos outros pra aliviar os seus. Pessoas inteligentes discutem assuntos, e não pessoas. Têm de fato algo construtivo pra dizer, algo que agregue à vida daqueles que os cercam.
Ouvi uma frase, outro dia: “Vou cuidar da minha saúde, porque da minha vida já cuida muita gente”. E me permito um desabafo neste espaço tão meu. Sobre a minha vida, peço que tragam apenas os elogios e boas notícias. As tristezas, acreditem, eu conheço bem. E não há malediscência que me permita melhorar como ser humano. O que me quiserem dizer, digam com amor e respeito no coração. É assim que eu pretendo viver a minha vida. Não me importa o meu passado, afinal, ele já passou! Não me importam as dores, as lembranças difíceis. Não faço questão nenhuma de ser assunto. Se quiserem lembrar de mim na minha ausência, lembrem-se de quantas vezes procurei ajudar meus amigos, do quanto eu estudei e trabalhei pelas minhas conquistas. Também é assim que pretendo me lembrar das pessoas à minha volta. Pelas suas qualidades. Elas podem ter um lado ruim? Claro, não o temos todos? Mas se eu não puder ajudá-las, não estarei lá para puxar o tapete, nem para atirar a primeira pedra.